27 de Janeiro de 2010
Base Antárctica Búlgara St Kliment Ohridski

Estamos desde dia 23 na Base Búlgara St Kliment Ohridski na ilha Livingston. Saímos, finalmente, de Deception no domingo à hora de almoço quando a tempestade amainou. A viagem entre as ilhas demorou cerca de 3 horas, num mar com ondulação significativa e desembarcámos em Livingston as 22h. Parte do equipamento ficou na vizinha base espanhola Juan Carlos I, pois a caixa era demasiado pesada para ser desembarcada na praia da base búlgara.

As condições em que nos encontramos alojados são muito boas. Temos um pequeno chalet só para nós os três. No piso de cima, dormimos e no de baixo, temos uma excelente sala de trabalho. Os dias têm sido extremamente ocupados com as actividades do projecto. Nas semanas anteriores à nossa chegada, os nossos colegas búlgaros avançaram com a instalação de algum do equipamento, o que nos permitirá avançar mais rapidamente com os trabalhos. Infelizmente, ontem o tempo esteve bastante mau, com muito vento e muita ondulação, que não nos permitiu sair com a zodiac para a área da base espanhola, onde precisamos de trabalhar. Em princípio, hoje já conseguiremos sair, pois as ondas estão finalmente mais pequenas e não há praticamente vento.

Nos próximos dias continuaremos uma verdadeira corrida contra o tempo, pois a lista de actividades a realizar ainda é muito longa e há inúmeros pequenos problemas técnicos com o equipamento que precisamos de resolver.

Devido à inexistência de email na base St Kliment Ohridski, terei mais dificuldade em actualizar o blogue, mas agora que já conseguimos avançar com uma série de problemas que estavam pendentes, espero ter alguns momentos ao final do dia, em que possa escrever os posts.
Saída da caldeira da ilha Deception
Saída da caldeira da ilha Deception
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Glaciar em frente à base búlgara
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Base Antárctica Búlgara St. Kliment Ohridski. Estamos alojados no edíficio triangular do lado esquerdo, chamado 'Casa España'
 
 
21 de Janeiro
Base Antárctica Espanhola Gabriel de Castilla, Ilha Deception

Passámos o dia a organizar o equipamento para levar para Livingston e a organizar os dados recolhidos na ilha Deception. Ainda não conseguimos tratar de tudo, mas as caixas estão quase prontas. Trouxemos 4 grandes caixas para Deception e 2 para Livingston e já esvaziámos duas delas, pois instalámos aqui em Deception uma grande quantidade de instrumentos e ainda a sapata em cimento. Para Livingston, levamos 1 caixa grande, uma média de alumínio e ainda a nossa bagagem de mão. Ficará em Deception uma outra caixa grande que será para o Ivo guardar o resto do equipamento quando a sua parte da campanha terminar em meados de Janeiro.

Soubemos hoje que o Las Palmas virá recolher-nos no domingo ao final da manhã. Se não estiver muito vento, far-se-á logo o desembarque de víveres para a base e o embarque de equipamento e pessoal e partiremos para Livingston, onde devemos chegar no domingo à tarde. Esperemos que não haja mudanças, de modo a que não arrisquemos demasiado não conseguirmos concluir todas as tarefas. 
 
 
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Subida para Telephone Ridge.
20 de Janeiro de 2011
Base Antárctica Espanhola Gabriel de Castilla, Ilha Deception

Hoje era o último dia disponível para podermos ir a Kendall Terrace, na parte externa da caldeira do vulcão. Já tinhamos tentado no início da campanha, mas não tinhamos conseguido chegar lá por causa do excesso de neve numa das portelas que deviamos atravessar. Hoje subimos por outro lado, dando uma volta maior e, depois de uma íngreme subida, conseguimos passar para o exterior da ilha. Tivemos sorte com o tempo e as temperaturas foram amenas (cerca de 2ºC) e praticamente não tivemos vento.

Kendall Terrace é um amplo patamar localizado a cerca de 100 m de altitude, do lado oeste da ilha. Como esperávamos, encontrámos sinais de uma dinâmica geomorfológica diferente daquela do interior da caldeira. A solifluxão aparece mais visível e a amplitude da plataforma permite o desenvolvimento de amplos glacis de acumulação, entalhados por estreitos barrancos preenchidos por neve e sedimentos. No mar, entre Deception e Livingston, viam-se baleias aqui e ali. A ilha Livingston estava espantosa a norte, vendo-se toda a costa, desde a Península Byers até aos Montes Friesland que apareciam monumentais acima das nuvens.

Voltámos ao final do dia, depois de ter ainda feito duas amostragens de solo. Antes de descer para a caldeira ainda tivemos tempo de ver, numa rara abertura entre as nuvens, uma vista incrível para as montanhas glaciadas da Península Antárctida. Descemos para o interior da caldeira e voltámos para a base de zodiac.
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Jim a observar a estrutura numa acumulação de cinzas em Kendall Terrace.
 
 
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Ruínas da estação baleeira e da antiga base inglesa.
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Águas quentes na praia de Whalers Bay
19 de Janeiro
Base Antárctica Espanhola Gabriel de Castilla, Ilha Deception

Hoje de manhã saímos de zodiac para Whalers Bay, um sítio incrível do outro lado da caldeira. Cerca de 20 minutos de zodiac levam-nos até uma pequena baía, de águas aquecidas pela actividade geotérmica anómala. Partes da linha de costa estão aquecidas e há muito vapor a sair da água. As ruínas de uma antiga base inglesa destruída por uma escoada de detritos (lahar) durante os eventos vulcânicos de 1967, bem como os restos enferrujados de uma estação de processamento de baleias do início do Séc. XX incutem ainda mais um aspecto mágico à paisagem. Infelizmente, quando chegámos, estava também a chegar um antigo navio oceanográfico russo com cerca de uma centena de turistas que desembarcaram e passearam por terra durante cerca de 2 horas. Lá se foi parte da magia, numa paisagem pintada de formigas amarelas, a cor dos casacos distribuídos pela agência de viagens.

Estivemos cerca de 3h em Whalers Bay. O objectivo foi caracterizar os solos nos lahar, recolher amostras e estudar a espessura da camada activa em diversos locais. Voltámos de zodiac ainda a tempo de almoçar na base.

Á tarde, fui à base argentina com o Marc e estivemos a organizar o equipamento que vamos levar connosco para Livingston. Ao que parece, seremos transportados para lá no dia 22 ou 23. Seguimos depois para a proximidade do lago Irizar para terminar um levantamento topográfico e instalar estacas no solo para medir a solifluxão, um fenómeno erosivo ligado à congelação e fusão do solo. A partir de meio da tarde começou a nevar e o solo, do lado ocidental da ilha encontra-se agora coberto por uma fina película de neve. 
 
 
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Aspecto da sala principal do laboratório. O Jim está do lado direito a tratar as amostras de solos recolhidas nos dias anteriores.
18 de Janeiro de 2011
Base Antárctica Espanhola Gabriel de Castilla, Ilha Deception

Acordei ainda desfeito com o dia de ontem. Passei a manhã a organizar os dados dos dias anteriores no laboratório e a meio da manhã, reuni com o Gabriel, meu estudante de doutoramento da Universidade de Buenos Aires e que está na vizinha base argentina. Estivemos a preparar a parte da campanha que decorrerá depois da minha partida para Livingston. Definir prioridades de trabalho, verificar os sensores a instalar e as áreas de estudo de pormenor. Tudo, de modo a que todas as actividades se possam realizar sem surpresas de maior. Na Antárctida, o estado do tempo manda. Este ano, temos tido um verão excelente, bastante seco e que nos tem permitido trabalhar no terreno todos os dias. Contudo, não sabemos o que aí vem e é fundamental definir as prioridades nas várias tarefas, de modo a, caso necessário, podermos abandonar algumas.

Á tarde, fomos fazer medições de espessura da camada activa, na área próxima de Cerro de la Cruz. Temos 6 sítios localizados a altitudes e exposições diferentes, onde monitorizamos a velocidade a que o solo gelado sazonal vai fundindo ao longo do Verão. A cada 4 dias, visitamos esses sítios e, espetando uma cruz de ferro no solo, verificamos qual a profundidade do solo gelado. É difícil espetar a cruz no solo, que é pedregoso e duro. Ficamos com as costas desfeitas, pois em cada sítio, temos que espetar a cruz cerca de 25 vezes, em alguns casos, até 90 cm de profundidade. Com os resultados, poderemos melhor compreender como varia a fusão da camada activa durante o verão, dependendo dos locais e ainda das condições meteorológicas. Este é já o terceiro verão em que vimos fazendo estas medições. Uma experiência simples, mas de grande valor. Um trabalho usando estes dados, feito pela Vanessa Batista, minha estudante de mestrado, valeu-lhe o Outstanding Young Scientist Poster Award na International Polar Year Oslo Science Conference realizada em Junho passado na NOruega. Isto mostra bem como, dados relativamente simples, mas obtidos de forma sistemática e numa experiência bem montada, podem ter um elevado valor científico.

Penso que ainda não referi isto, mas todos os dias, às 20h30 os coordenadores dos projectos em curso reunem com o chefe de base, para avaliar as actividades do dia, problemas e para definir as necessidades para o dia seguinte. Nos últimos dias, tem-me vindo a preocupar de forma crescente o modo como uma greve no sul do Chile está a afectar o calendário do navio "Las Palmas", que nos transportará de Deception para Livingston. Inicialmente, estava previsto que esta viagem fosse efectuada no dia 21 de Janeiro. Contudo, pela greve, o navio tem-se atrasado, sendo provável que só possamos ir para Livingston a 23 ou 24 deste mês. É um atraso muito grande para o projecto, pois temos muitas tarefas para fazer em Livingston e o tempo será claramente insuficiente. Infelizmente, uma sequência de episódios de má sorte tem afectado a parte de Livingston da campanha. O primeiro, foi a impossibilidade de um estudante de doutoramento meu ter ido a Livingston, logo em meados de Dezembro. Várias actividades tiveram que ser reprogramadas. Agora, este novo atraso, que está a fazer com que a nossa campanha passe de 10 dias em Livingston, para cerca de 7, está a começar a preocupar-me. Mas a Antárctida é assim mesmo e, certamente, ainda irão acontecer uma série de imprevistos até ao final da campanha.

 
 
Base Antárctica Espanhola Gabriel de Castilla
17 de Janeiro de 2011

Passámos o dia em Crater Lake, no sítio de monitorização de permafrost e da camada activa. Uma das actividades desta campanha é a instalação de um gerador eólico que nos vai permitir garantir energia durante todo o ano para um aparelho de monitorização da congelação do solo. Para a montagem do gerador, foi necessário transportar até Crater Lake cerca de 500kg de equipamento, actividade que levámos a cabo há alguns dias, com a ajuda dos militares da base. Chegou agora o momento de pôr mãos-à-obra e de construir a sapata de cimento de 450 kg, que vai servir para fixar o gerador. Depois de construir a armação de ferro que ficou colocada no interior da sapata, fiquei com o Ivo a preparar o cimento e a construir a sapata durante toda a tarde. Felizmente, esteve um vento moderado e não choveu, nem nevou, mas estavam cerca de 0ºC, o que acabou por ser refrescante, no meio de tanto trabalho. Terminámos às 19h00, completamente esgotados e aliviados por termos conseguido terminar a estrutura sem problemas. Fica a faltar colocar o gerador, que pesa cerca de 150 kg...será uma tarefa para o início de Fevereiro, a levar a cabo pelo Ivo, Gabriel e Horácio, da base argentina, com o apoio dos colegas espanhóis.

O processo de instalação do gerador eólico tem uma longa história, tendo passado por uma fase de avaliação de impacte ambiental, onde tivemos que garantir que o impacte da estrutura no terreno seria mínimo e transitório. Toda a montagem foi feita com o cuidado de não deixar resíduos e quando deixarmos de precisar de usar o gerador, teremos que desmontar toda a estrutura. Em princípio, ainda faltarão vários anos para isso suceder, pois este é um dos locais de monitorização do permafrost da Global Network for Permafrost, que tencionamos manter a longo prazo. Na Antárctida, todas as actividades científicas passam por processos de avaliação de impacte ambiental, tal como previsto no Protocolo de Protecção Ambiental do Tratado da Antárctida. Há ainda dois tipos de classificação para as áreas antárcticas protegidas: as ASMA (Antarctic Specially Managed Areas) e as ASPA (Antarctic Specially Protected Areas). A ilha Deception é, toda ela, uma ASMA, pelo que as actividades devem ser especialmente cuidadas, com um processo de avaliação de impacte ambiental especial. Nas ASPA, a protecção é muito maior e são áreas cujo acesso é mesmo proíbido, sem uma autorização especial.

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Ivo, Gabriel, eu e o Marc em Crater Lake.
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Ivo a fazer cimento para a sapata.
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Com o Ivo ao final do dia, orgulhosos da obra de arte.
 
 
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Com o Marc depois do levantamento com GPS em Irizar
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Leões marinhos começam a chegar a Deception Island
Hoje toda a base acordou mais tarde. Pela primeira vez, desde que cá estou, a energia foi ligada às 9h30 e o pequeno-almoço foi às 10h00. Excelente! Já fazia falta dormir mais um bocado e descansar. Ao pequeno-almoço, comemos churros acabados de fazer, com chocolate fundido e seguimos de seguida para a base argentina, onde nos encontrámos com o resto da equipa. O Gabriel estava de Maria na base argentina e ficou por lá a trabalhar na cozinha. Eu e o Marc subimos para o sitio CALM Irizar e fizemos levantamento da topografia, deformação do terreno e substituimos vários sensores de temperatura. O Jim ficou a estduar perfis de solos na vizinhança da base argentina e o Ivo foi para a oficina da base espanhola trabalhar na preparação da estrutura do aerogerador.

Os trabalhos avançam a bom ritmo e já praticamente terminámos os levantamentos de deformação e topografia de que estava encarregado. Faltam apenas alguns levantamentos geomorfológicos e arrancar com a montagem do aerogerador, que depois será concluída pelo Ivo e pelo Gabriel, quando formos para Livingston.

Esta noite, dou uma "charla" com o Jim sobre o projecto a todos os membros da base e o fim da tarde foi passado a estruturar a apresentação.

O tempo esteve muito bom, com pouco vento e apenas uns escassos flocos de neve pela manhã. Ao final da tarde, as nuvens foram-se e está sol e vento moderado de sul. Amanhã vamos atacar a construção de uma sapata de cimento em Crater Lake para a instalação do aerogerador.
 
 
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Refugio Chileno, na costa oriental da caldeira de Port Foster
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Crater Lake e caldeira Port Foster (Whallers Bay).
Depois da longa saga da Maria de ontem, só nos restava recuperar da ressaca com um longo dia de trabalho. Felizmente, o tempo ajudou. Depois dos últimos dias de vento e neve, o dia de hoje esteve fantástico. Céu praticamente limpo, sem vento e um final da tarde em que a caldeira esteve um espelho.Saímos às 9h30 da manhã de zodiac em direcção às ruínas do refugio chileno, do outro lado da caldeira. Tinhamos apenas 3 horas para fazer uma série de actividades, num dos locais em que estamos a monitorizar o permafrost. O Ivo pôs mãos-à-obra na sondagem de monitorização das temperaturas da camada activa, fazendo trabalhos de manutenção da tampa e recolhendo os dados do ano anterior. O Jim fez um reconhecimento de terreno e estudou dois perfis de solo, para o mapa da ilha Deception. O Gabriel ficou encarregue do levantamento topográfico com GPS, enquanto eu e o Marc fizemos o levantamento com a estação total. Naquela área, estamos principalmente interessados na subsidência do terreno pela fusão do gelo que se encontra em profundidade. Ainda não conseguimos esclarecer bem qual o processo, nem as taxas de subsidência, mas a cada dia de trabalho de campo, vamos fazendo novas observações e é um prazer ver que cada vez compreendemos melhor a dinâmica desta ilha mágica.

À tarde, depois de um grande almoço na base, fui com o Ivo e com o Gabriel para Crater Lake. Estivemos até às 19h30 a medir a deformação do terreno e a abrir um buraco para instalar um gerador eólico que nos permitirá manter os equipamentos de monitorização funcionais durante o Inverno antárctico. O Jim e o Marc ficaram pelo laboratório da base a tratar de secar as amostras de solo recolhidas nos dias anteriores.

Os trabalhos avançam a boa velocidade e temos praticamente toda a parte relacionada com a manutenção de instrumentos e de medições topográficas, efectuada, o que nos deixa alguma margem para discutir melhor os trabalhos do Ivo e do Gabriel que ficarão na ilha até meados de Fevereiro. Entretanto, no dia 21, eu, o Jim e o Marc, iremos para a Base Bulgara na ilha Livingston, onde nos espera uma infindável lista de tarefas.
 
 
Base Antárctica Espanhola Gabriel de Castilla, ilha Deception
14 de Fevereiro de 2011

Hoje estamos novamente de serviço na base, tarefa designada por "Maria", por estes lados. Pequeno-Almoço, limpezas gerais, almoço e jantar. Eu o Jim praticamente não parámos desde de manhã cedo. Além disso, vieram visitar-nos todos os membros da base argentina para comerem uma gigantesca refeição e uma paelha de um tamanho que eu nunca tinha visto. Lavar tudo foi um pesadelo... só me lembrava do antigo anuncio do detergente Fairy em que Vila Riba e Vila Bajo lutavam para ver que lavava os pratos mais depressa... Loucura! Estou numa curta pausa durante a tarde e aproveito para pôr o trabalho em dia e para preparar o dia de amanhã. Temos previsto ir à área do antigo refugio chileno, do outro lado da baía onde estamos a estudar o permafrost. Vamos esperar que o tempo o permita...hoje  está um dia lindo, mas não pudemos ir ao campo.
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Colónia de Pinguins na ilha Deception.
 
 
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Ivo Bernardo a medir temperaturas do solo numa área com anomalias geotérmicas.
Hoje o vento forte continuou. A ilha acordou coberta de neve, mas à medida que o dia foi passando, o céu foi-se descobrindo e a neve foi fundindo lentamente. Fomos trabalhar para a área da base argentina num interessante leque aluvial onde têm sido detectadas anomalias geotérmicas. O solo tem temperaturas em alguns locais próximas a 11ºC e, a apenas algumas centenas de metros, surge congelado. Interessa-nos conhecer melhor estas interacções entre permafrost e vulcanismo e, por isso, esta é uma das áreas que começámos a estudar com mais pormenor.

Enquanto o Gabriel procedia ao levantamento topográfico da área, eu e o Ivo fomos medindo sistematicamente as temperaturas do solo a 5, 50 e a 70 cm de profundidade. Foi um bom dia de trabalho. O dia anterior foi de vento e neve...o de hoje, só de vento, mas nunca me tinha acontecido levar com piroclastos na cara quando havia rajadas de vento forte. Os pedaços de rocha vulcânica, com quase 1 cm voavam a mais de 1 metro do solo e na parte alta da vertente, os sedimentos subiam de forma impressionante. 
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Curiosos tapetes enrolados de neve. O vento forte acumulou neve numa vertente declivosa e devido ao calor do solo, a neve facilmente se soltou descendo na vertente e enrolando-se pela acção do vento.
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Detalhe de um dos rolos de neve.
 
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    Gonçalo Vieira é coordenador do Grupo de Investigação em Ambientes Antárcticos do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (CEG/IGOT-UL) e relatará neste blogue a sua experiência como responsável pela campanha PERMANTAR-2. Este projecto, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, tem permitido a Portugal manter actividades regulares na região da Península Antárctica e a consolidar o seu papel internacional no estudo do solo permanentemente gelado (permafrost) e das consequências das alterações climáticas sobre ele.

    O PERMANTAR-2 é um projecto português que envolve parcerias com a Argentina, Brasil, Bulgária, Espanha e Estados Unidos da América.
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